Programas Essenciais Para o Pen Drive

Muita gente usa o pen drive apenas para guardar arquivos. Geralmente, desconhecem que o pequeno dispositivo serve também para armazenar e rodar programas.
Na web, o internauta encontra antivírus, suíte de escritório, navegador, editor de imagens, entre outros, para instalar no dispositivo. Apesar de serem customizados, os aplicativos para pen drive mantêm as características da versão que é instalada no micro, ou seja, têm a mesma estabilidade, segurança e eficiência.
Com esse tipo de programa, o internauta ganha dois benefícios. O primeiro é que pode carregar o software que adora para onde quiser, como se ele fosse um arquivo comum. A segunda vantagem está no fato de poder rodar o programa que tanto gosta em qualquer micro – desde que seja compatível com o software portátil.
Portanto, a dica de hoje é uma seleção de programas para rodar diretamente no pen drive. Conheça-os abaixo:

Thunderbird 2 Portable: desenvolvido pela empresa que criou o Firefox, esse aplicativo de e-mail é equipado com um filtro que colore as mensagens que o internauta recebe. Tem ainda ferramentas para a criação de backup e anti-spam. Recursos tradicionais como o suporte a várias caixas de e-mail e catálogo de endereços também estão presentes no Thunderbird portátil.

Firefox 3 Portable: nessa versão portátil, o popular browser da Mozilla mantém o suporte aos complementos (pequenos aplicativos que dão ao Firefox outras funções, como editor de textos e imagens, software de bate-papo e player de áudio, entre outros). A rapidez para carregar páginas web e a tradicional estabilidade do programa também estão presentes na versão para pen drive.

Gimp 2.6.6 Portable: construído com software aberto, o Gimp é um dos melhores software de edição de fotos e imagens do mercado. O melhor: é totalmente gratuito. Com ele, o internauta corrige os olhos vermelhos de algumas fotos e faz retoques avançados em imagens e gráficos. Na versão portátil, o programa mantém o suporte aos vários formatos de imagens (BMP, GIF, JPEG, MNG, PCX, PDF, PNG, PS, PSD, SVG, TIFF, TGA, XPM). É uma ótima alternativa para quem não pode pagar por um Photoshop.

ClamWin Portable 0.94: para quem vive conectando o pen drive em computadores de outras pessoas ou de lan houses, esse antivírus portátil é item obrigatório. Ele permite ao internauta vasculhar, direto do dispositivo portátil, se o micro que está sendo utilizado está infectado por algum vírus. Como o original, o ClawWin Portable não faz atualizações da base de vírus automaticamente. Esse processo deve ser iniciado manualmente pelo internauta, por meio de um comando encontrado na interface do software.

Miranda IM Portable 0.7: esse software, para quem não conhece, é um mensageiro instantâneo alternativo. Construído com software livre, o Miranda é compatível com as redes do Windows Live Messenger (MSN), AIM e ICQ. Ou seja, os internautas podem acessar, do programa, os contatos dessas serviços de bate-papo virtual. Como no original, dá para gravar as conversas nessa edição portátil do programa.

7-zip Portable: eficiente compactador de arquivos, esse programa funciona com os formatos mais comuns de compactação, como o ZIP, o RAR e o ARJ, entre outros. Como os outros aplicativos do ramo, ele também tem um formato próprio, o 7Z, que promete comprimir os arquivos com 50% mais eficiência em relação ao tradicional formato ZIP.

OpenOffice 3.0.1 Portable: para quem precisa, constantemente, editar textos, planilhas, imagens e apresentações, é essencial ter no pen drive esse aplicativo. Com ele, o internauta abre e edita seus arquivos. O grande benefício desse programa, construído com código aberto, é o suporte aos documentos do Microsoft Office. Como o original, o OpenOffice 3.0.1 Portable já é compatível com documentos XML e o padrão aberto ODF.

PortableApps Suite Standard 1.5: um “escritório de bolso” é uma boa analogia para definir esse software. Ele instala no pen drive programas para ler arquivos PDF, editor textos, planilhas e imagens e player de vídeo e áudio. Além disso, instala também uma agenda e um gerenciador de senhas, entre outros aplicativos. Por ser um pacotão de programas, o PortableApps Suite Standard 1.5 é indicado para dispositivos com mais de 2 GB de memória.


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copiado na caruda do astro.org

Leitores Assíduos...











Ai Galera esses são leitores assíduos do São Tantas

Histórias,quer sua foto aqui mande pra nós .





Companheiros do rio...


Todos os anos o governo recolhe a taxa de pesca amadora(esse ano de 2009 e de 60.00 reais),que segundo o governo é gasto na fiscalização dos rios em época de piracema. Nada mais justo sendo que é uma tremenda de uma sacanagem pescar no período de desova dos peixes. Entretanto todos sabemos que os ribeirinhos e afins acabam mesmo é intensificando a pesca durante esse período de descanso dos nossos troféus. (os pesque e pague ser para isso ou seje para o descanso dos peixes nos rios) A lei de preservação ambiental é muito importante na conservação das espécies de peixes nativos dos nossos rios.(em especial aqui da bacia do Paraguai,mas em todo o território nacional). Defender leis mais duras é a iniciativa de todos os pescadores conscientes que são verdadeiros amantes da pesca esportiva,que devolvem aos rios peixes que não estão na medida,não usam mais tarafa e anzol de galho para que possamos ter esses peixes nos rios por gerações e que nossos filhos e netos possam também ter a adrenalina de pegar um grande dourado. Entretanto a exploração agropastoril destruiu muito das reservas de matas e mananciais prejudicando mais ainda os rios que diminuíram muito o volume de água,sem contar o assoreamentos dos rios (como o rio taquari na bacia do Pantanal) e a captação de água para consumo humano e para irrigação de lavouras. Os problemas são muitos e enumerá-los tomaria muito tempo e tempo é uma coisa que os rios não tem e muito menos podem esperar. As medidas devem ser feitas imetiatamente e de forma radical:
· Fechar a pesca por 24 meses ou mais nos rios mais afetados.
· Desapropriar uma faixa de no mínimo de 1000 metros de cada lado dos rios.
· Reflorestamento da mata ciliar com mudas nativas e frutíferas pra voltas das aves e animais silvestres.
· Multa mais pesadas sem fiança para quem cometer crime ambiental.· Todo o valor pago em multas deve ser entregue em mudas de árvores nativas e alevinos que devem ser plantados e soltos nos rios onde foi cometido o crime.
· Manutenção dos desembarcadores dos rios onde os pescadores descer, para que não ocorra abusos de proprietários particulares que fazer verdadeiros asfaltos as margem ao leito.
A taxa paga para pesca amadora deve ser cobrada em alevinos da espécie de cada região para ser solto nas cabeceiras dos rios para aumentar a população de peixes nos rios. Muito embora seja divulgado que esse dinheiro das taxas são aplicados na fiscalização e pagamento dos policiais ambientais,mas para isso já temos a cobrança de imposto recolhidos durante todo os anos.
Portanto a preservação dos rios é possível ainda na região do sul de mato grosso do sul e barata só falta mesmo um pouco de vontade por parte do poder público.Ajudem a divulgar essas idéias para que todos possam ter água limpa de qualidades e peixes em abundância a todos. Divulgem essas idéias...


Por.;Professor Dantas

Os malas serviço de utilidade pesqueira.


SOS Cabeleira...
Atenção companheiros de beira de rio... Sua carretilha vive teimando em fazer cabeleira e você já não sabe mais o que fazer... Seus problemas acabaram... Já está em pleno funcionamento o revolucionário serviço de desfazer cabeleira em carretilha e para os mais ousados atendemos usuários de molinetes... Entre em contato conosco, assim nunca mais vai perder aquele grande peixe por causa das temidas cabeleiras! SOS Cabeleira, mais um serviço da Equipe de Pesca Os Malas.

Esses São os malas...

Existe um momento exato para ir pescar?
Os Mallas respondem: Esse momento é sempre que você puder!

A Ilha das flores

Os Malas...

De rio em rio assim pescavam os amigos Lucas e Jaime, inicialmente com um motor Yamaha Oito e barco campineiro, estes pescadores sabem que o rio é perigoso e que a tempestade é terrível, mas eles nunca julgaram esses perigos como razão suficiente para permanecer em terra, e de pescaria em pescaria lapidam suas técnicas e repassam suas experiências ao mais jovem componente da equipe, este que vos escreve – Luquinhas.
Não só as técnicas, mas os equipamentos foram melhorados, o antigo motor deu lugar a um Johnson 15 e mais tarde, o velho campineiro foi substituído por um barco, borda alta, as carretilhas ganharam espaço, e a equipe também ganhou o apoio do professor de história Ronaldo Dantas. Vale lembrar que nos acampamentos temos o apoio logístico do Seu Ciço, cozinheiro e meu avô.
O curioso é que o nome “OS MALAS” nasceu nos pesque e pague, que durante a piracema é “invadido” por estes viciados pescadores, a pescaria praticada por nós é recheada de muitas brincadeiras e risadas, em que o bom humor esta em primeiro lugar, para alguns somos verdadeiras malas: difícil de se carregar, mas necessário que isso se faça.
Não somos os melhores nem os piores pescadores, mas quando o assunto é fazer amizades, disso entendemos bem, por este motivo que OS MALAS, não se restringiram apenas a uma equipe de pesca, mas um grupo de amigos que vem crescendo a cada dia, amigos em busca de momentos para serem lembrados, em terra nas rodas de tereré ou na água em busca dos grandes Dourados.
Por: Luquinhas.

A Evolução do Ensino da Matemática no Brasil...‏

Semana passada comprei um produto que custou R$ 5,58. Dei à balconistaR$ 10,00 e peguei na minha carteira 58 centavos, para evitar receberainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para amáquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 5,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nosolhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentementecontinuava sem entender. Por que estou contando isso?Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950,que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo deprodução desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo deprodução desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo deprodução desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo deprodução desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa,que indica o lucro:( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo deprodução desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2008:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O lucro éde R$20,00. Se você souber ler, coloque um X ao lado do R$20,00.( )R$20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Recebi por email.: do Jaime

Desatolando o bruto

O Angelo depois ver sua façanha aqui no Tantas histórias, me mandou esse vídeo .

Atolar é para os fracos...




Camaradas atolar é para os fracos mesmo,neste assunto o Angelo e Campeão...

Histórias de pescador...

Já fazia três dias que acampados as margens do rio Dourado (MS) pescávamos. Além de João pescador de longa data, estava Cícero o cozinheiro, Jairo o piloteiro, Zé Henrique um velho contador de causos e eu(Lucas).
A pescaria já mostrava resultados, pois comíamos peixe de todas as formas possíveis, embora não conseguíssemos pegar exemplares que atingissem o tamanho exigido pela fiscalização.
Aquela era mais uma manhã em que saímos em busca dos grandes Dourados, o rio estava com seu nível de água baixo, em função da seca que castigava a região. Descíamos envolvidos numa animada conversa, pois não sabíamos o que aquela pescaria nos reservava.
Navegávamos detraídos quando entramos numa corredeira onde a água se mostra agitada, e apesar da atenção redobrada o choque com uma pedra que estava submersa foi inevitável.
Estávamos num pequeno barco que virou, todos caíram dentro da água, a partir daí começava a corrida para salvar o que havia se perdido no rio, um forte clima de tensão tomava conta da situação.
Quatro pescadores num rio de águas violentas, tudo parecia estar contra nós, porém resgatamos o que foi possível. O barco que estava coberto de água foi arrastado para a parte mais rasa onde esvaziamos este, e rebocados por outros pescadores chegamos até nosso acampamento.
Apesar do susto, nossas vidas estavam a salvo, poucos foram os objetos perdidos e o motor de popa não apresentava estragos, e como bons pescadores no mesmo dia voltamos ao rio com um pouco de receio, mas movidos pela paixão de pescar.


Artigo do Luquinhas

memória de pescador...

Um dos meus grandes amigos Jaime com um pintado de 54 kilos,em 1982 pego no braço(segundo ele)...

Mato Grosso do Sul meu amor

Onildo Lopes dos Santos (*)

A edificação da identidade do povo sul-mato-grossense e sua valorização têm sido permanentemente buscadas. O ser humano tem a necessidade de pertencimento, explicam os cientistas. Assim, artistas, intelectuais e políticos desbravam esse empreendimento. Temos vários exemplos: Carlos Fábio e Nildo Pacito, dupla douradense, na ingênua composição “Meu Mato Grosso do Sul” evocam as belezas do pantanal e evidenciam o poeta Manoel de Barros e o compositor Zacarias Mourão, compositor do clássico “Pé-de-cedro”. O tereré, bebida muito consumida por aqui, ganha novos sabores e cores no poema “Teré”, do poeta Emmanuel Marinho. Além disso, os frutos do nosso cerrado se transformam em sorvetes e outras iguarias. Inegavelmente estamos produzindo nossa identidade cultural. Entretanto, cultura em sentido amplo não se resume a manifestações artísticas, mas também economia, política e organização social. Por isso, iremos debater, aqui, em rápidas pinceladas, a dimensão econômica e suas relações com o social e o político. Nesse aspecto, a contribuição da doutora em geografia, Silvana de Abreu, é reveladora. Pois a pesquisadora explica como o “jogo do desenvolvimento do Estado” transcorreu. Conforme a cientista, a nossa economia está baseada predominantemente na pecuária extensiva e na produção intensiva de soja e milho. Ela nos esclarece que essa estrutura produtiva é responsável pela produção de matérias primas para a agroindústria e produtos de exportação, como: grãos, carnes e minerais. Estes desencadearam processo de agroindustrialização regional, empreendido por unidades ditas modernas e de alta produtividade. Além disso, hoje o Estado já ocupa a quarta posição no ranking na produção álcool etanol e açúcar. Quais foram as consequências dessas opções econômicas adotadas nas últimas décadas pelas classes dominantes locais aliadas a grandes grupos nacionais e estrangeiros? A doutora citada responde: “(...) No âmbito do desenvolvimento do capitalismo no Estado e no Brasil e que beneficiou a acumulação e a valorização do capital, por um lado, fomentou a pobreza e a degradação ambiental e a busca da sobrevivência na informalidade, na contravenção (...)”. Além disso, pensamos que essa estrutura econômica é a base de sustentação dos políticos arrogantes e corruptos que sempre governaram o Estado. Por outro lado, paralelamente, nós, a classe trabalhadora e setores oprimidos (indígenas, remanescentes de quilombolas e tantos outros.) em nossos sonhos e em nossas práticas sociais buscávamos novos “padrões de sociabilidade humana”, em outras palavras, lutávamos por uma sociedade sem explorados e oprimidos e sem exploradores e opressores e, do ponto de vista ambiental, ecologicamente mais sustentável. Entretanto, delegamos, em um passado recente, a condução das nossas esperanças ao Partido dos Trabalhadores. Este, em aliança com os defensores do “status quo”, governaram o Estado por oito anos, mas fracassaram, pois as mudanças desejadas não vieram. Desses governos de conciliação de classes conduzido pelos petistas não há nada a comemorar e muito a lamentar porque após esse processo sindicatos se tornaram pelegos e os conservadores voltaram ao poder. Além disso, a reedição do discurso surrado do “Rumo ao desenvolvimento”, do senhor André Pucinelli deve ser debitada a essa malfadada experiência política levada a cabo pelos senhores Zeca, Tetila e tantos outros de triste memória. É verdade, enfim, que sempre encontramos dificuldades quase intransponíveis para construir lutas vigorosas contra os detentores do poder. Porém, o destino de nossa luta contra esse modelo econômico perverso, parece depender da redescoberta do caminho da luta pelas organizações da classe trabalhadora sul-mato-grossense. A Coordenação Nacional de Lutas (CONLUTAS), representada no Estado por inúmeros lutadores, empenha todas suas energias para reconstruir esse caminho.


(*) Professor, coordenador da Conlutas (Coordenação de Nacional de Lutas) e membro do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados). Para entrar em contato com o professor segue o email.: onildolopes@yahoo.com.br

Memórias de um assentado...

Em 1950 com a política de implantação de pequenas propriedades no sul do então Mato Grosso,cria-se a Colônia agrícola Nacional de Dourados (CAND) no então governo de Getúlio Dorneles Vargas que ,em 1977 surgiria como o atual nome de Mato Grosso do Sul. Essa política de colonização atraiu muitas pessoas para essas terras férteis e de graça. Pessoas como o baiano Argemiro de Oliveira popular ``Zé Brasil`` assim carinhosamente chamado pela sua esposa Dona Nieta,mas os colonos o conheciam como Zé Baiano.
Saído em 1948 de uma vila muito pequena chamada Guanambi na Bahia,queria tentar a sorte em outras terras,primeiro veio para São Paulo onde trabalhou como operário na fábrica de pneus Goodyear ,(onde trabalhou por dois anos)mas suas raízes sempre foram ligadas a terra. A política do governo Vargas conduziu Zé Brasil para a região sul de Mato grosso,para ser mais exato para a região onde hoje conhecemos como Panambi ( Aldeia do Panambizinho).
Chegando a região em março de 1950 as terras no Panambi já tinham sido ``cortadas`` o administrador da colônia mandou ele então aguardar surgir um lote por desistência pois a venda era extremamente proibida pela administração da colônia. Sem saída,se empregou como trabalhador diarista para um paraguaio (que não lembra mais o nome,pois agora em maio próximo vai completar 90 anos bem lúcido segundo ele), a terra era muito boa o que se plantava dava muito ,trabalhando por dia fui ``ajuntando `` dinheiro para trazer sua esposa Dona Nieta que tinha ficado lá na Bahia com o primeiro filho Jair,que viriam ter mais dois filhos Jamir e por último o Jaime.
Está vida dura foi até dezembro de 1950,quando um Paraguaio por nome de Alcides decide ir embora da colônia e faz a proposta da venda,mas com muito cuidado pois se o administrador da colônia soubesse todos perderiam a chance de ter terra. Assinado a desistência da terra e no mesmo momento seu Argemiro assina a posse do seu primeiro lote(anos após consegui adquirir mais três),pagou o paraguaio com 600,00 cruzeiros que tinha ganhado trabalhando por dia( o Paraguaio queria ir embora pois já era de idade e tinha casado com uma menina muito mais nova do que ele e a mesma não queria ficar no meio do mato).O lote só tinha um capão limpo onde tinha uma casa de pau a pique e um chiqueiro que tinha uma porca bem magra. ``Agora já dá pra trazer a Nieta para o Mato Grosso.``
A expressão Mato Grosso era bem verdade pois era muito mato em volta de tudo que se via,trabalhava-se desde que clareava até a hora que anoitecia pois nesta época tinha muita onça por essa região,tinha muita caça e muito peixe,mas eu quase nunca ia atrás pois eu trabalhava até domingo só guardava o dia de ``Finado` . Derrubei na primeira leva 5 alqueires de mata,coloquei fogo e as chamas chegavam a uns 5 ou 7 metros de altura coisa feia de se ver. A administração da colônia disponibilizava sementes, mas as únicas que me arrumaram foram as de arroz o que nunca tinha plantado na Bahia, era o que tinha,após plantar tudo na ``matraca ` veio uma chuva muito boa o que me deixou muito animado. Mas tinha que continuar derrubando a mata pois meu lote era pequeno com 12 alqueires. A administração da colônia pedia pra deixar uma reserva de mata,mas ninguém fiscaliza e derrubei tudo(hoje me arrependo de ter feito isso).
Os meus vizinhos eram índios e constantemente trabalhavam comigo,nessa época eu pagava eles com comida e fumo. Quando colhi a minha primeira roça de arroz foi uma festa,muito arroz colhido o que deixava qualquer um muito feliz.
Nesta época Dourados tinha um pouco mais de meia dúzia de casa,sair da colônia (Panambi) era muito difícil,era quase um dia a pé e meio a cavalo,vim a pé mesmo e a uma única máquina de beneficiamento de arroz foi onde vendi todo o arroz,voltei pra casa com as ``burras cheia de dinheiro ``(espécie de uma bolsa),comprei primeiro umas vacas pra dar leite aos meninos.
Comecei uma nova roça muito mais animado e agora com dinheiro no bolso,agora pagava os índios com dinheiro vivo isso era muito raro nesta região.
Guardar dinheiro por aqui era difícil pois não tinha banco, o banco mais próximo era o do Paraguai (Ponta Porá) era dois dias de viajem tinha que dormir por lá e depositar o dinheiro e voltar na mesma hora por que senão tinha que novamente pernoitar.
Comprei um Jipe Willis (verde Cana) novo na Loja,muito lindo que era pra andar mais rápido e levar a Nieta para a igreja ` `ela é muito católica ``. Com muito trabalho comprei meu segundo lote (agora não mais escondido como o primeiro,num total de quatro só este ultimo deixei um pouco de mato,sempre ouvia falar que os índios que tinham lotes trocavam a terra por cavalo,espingarda e outros,mas nunca tive sorte de encontrar )os meninos já estão grande e me ajudam muito na roça,me tornei um homem rico tudo que comprava pagava á vista. Trabalhava muito com os índios até gostava deles e eles de mim,cheguei batizar um guri deles na igreja católica.
O trabalho foi muito duro as coisa só melhoraram em Dourados quando veio o primeiro Banco do Brasil,o prefeito era o Jorge Adão Almeida de Morais(PMDB),ai dava pra depositar o dinheiro aqui na cidade,o que era bom pois trazia o desenvolvimento,como de fato cresceu muito. Na colônia,ocorreu que aqueles colonos que não tinham condições de plantar foram obrigados a ir embora da terra.
Mas o mais triste foi quando tivemos que deixar nossas terras que foram conquistadas com muito suor,pensa na vergonha de um homem com mais de 85 anos ser mau tratado pelo governo do FHC,deixar pra trás a casa da Nieta que ela sonhou a vida inteira,agora era a hora de descansar e viver com meus netos e ver o fruto de tanto trabalho. Não tenho raiva dos índios que estão ocupando as terras que eram minhas,o barracão onde guardava sementes e as máquinas foram arrancados e vendidos,da casa até os batentes das portas foram arrancados,isso dói muito(chora e as lágrimas desse dos olhos,Dona Nieta sem falar nada concorda quieta).
Retirar os colonos da terra não resolveu o problema dos índios,com a colônia do Panambizinho como eles a chamam continuam morando em casas de pau a pique como foi no início,a diferença,hoje do Panambi é muito grande onde se produziu muitos alimentos hoje só cresce mato,muito mato. Até entendo que eles precisem de terra mas desta forma não foi a mais acertada pelo FHC,nem os índios estão contentes com a posse da terra,pois vivem muito mau.
Fomos colocados na Terra do Boi no município de Juti,a terra é até boa,mas não produz como a que tínhamos,deixei de ser agricultor e passei a ter umas poucas vacas na terra e já não tenho mais as mesmas forças para tocar essas terras ,pois minha morte esta próxima(o que um homem de 90 anos pode esperar do futuro,a morte). Todo o trabalho que tive para desenvolver nessa região escolhida pra viver foi em vão,foi a maior decepção da minha vida e hoje convivo com a dor de ver abandonado o meu pedaço do paraíso aqui na terra que um dia foi o Panambi.


Professor.:Dantas


Esse é o prêmio para os que persistem...

Uma dia bom para pescar,ai professor?

Todos...

Memórias de uma Professora...

Ser professor é considerado um sarcedócio (sentimento de doação e benevolência o que é tão enfatizado pelos poetas),por conta da longa jornada com baixa remuneração e a falta de reconhecimento pela sociedade. Nas escolas o ensino sistematizado se torna cada vez mai s difícil por vários motivos:desestruturação familiar tráfico de drogas,violência,fome e as políticas educacionais(ciclos educacionais,salas multi-seriadas,ENCEJA o popular provão,Projeto da EJA)e a tevê.
Todavia a educação na segunda metade da década de 1940 era um tanto complicada por causas estruturais; a maioria das famílias brasileiras moravam no campo,as longas distâncias do campo a escola,as estradas de terra muito precárias,poucos professores e os poucos tinham que fazer a limpeza da escola,a merenda (quando tinha ou que os pais forneciam) e ainda ``lecionava `` para vários alunos de faixas etárias diferentes,falta de incentivo dos pais,deixavam somente os filhos (omi)estudar um pouco o suficiente para ler e escrever e as mulheres (muié) nem iam a escola,praticamente eram preparadas para três “C”(os três C; casar, coser e cozir ). Neste período mulher não tinha salário e as que trabalhavam era na roça junto com os maridos e muito poucos deixavam elas trabalharem fora de casa.
Dentro deste panorama a professora Maria de Oliveira Souza que desde mocinha queria lecionar e contava com o apoio do pai para isso coisa rara neste período filha do primeiro casamento por muitas vezes chamava as irmãs paternas para irem a escola e sua madrasta não deixava ”ela dizia que as moças iam aprender a ler e a escrever para mandar cartas para os namorados”,assim só ia a Maria por que não era filha dela.
Se formou como professora no ano de 1947 numa época que muitos não queriam ser professor,ainda mais profissionais irem dar aulas nas escolas rurais. Para ser professor tinha que passar uma prova feita pelo Inspetor de Ensino neste período o senhor Rui Gomes(que com o seu falecimento em 1975 virou nome de escola,onde dei aulas até 1983 quando me aposentei)a prova era escrita e oral,mas enfim passei e fui contratada pela administração da colônia para dar aulas no Colégio Panambi, morava num lote a 5 quilômetros da escola próximo ao Rio Rum(Rio Preto),minha sala de aula era no começo com 10 ou mais crianças mas com o passar do tempo tive mais duas turmas na mesma sala de aula 1,2 e 3 series tudo passado na mesma lousa que dividia em três partes,a merenda o governo fornecia para as escolas,mas era nós mesmo quem as preparava, na maioria das vezes era um sopão que colocávamos num fogão improvisado no meio do terreiro era uma lata de 20 litros que eu mesma abri era um olho na sopa e o outro na sala de aula,comiam nos canecos mesmos e cada um trazia seu talher. A Disciplina era rígida, aluno que conversasse não saia para o recreio e o maior medo deles era que os pais fossem chamados á escola para reclamar do comportamento deles.( Certa vez um dos alunos chamou a mãe do outro de “biscate”e foi um Deus nos acuda chamei os meninos e lhes mostrei no dicionário o significado da palavra biscate,que não tinha nada a ver com termo pejorativo e os dois saíram em silencio conhecendo melhor a palavra.Neste período todos os alunos andavam uniformizados, chamávamos de farda que depois ficou conhecido como uniforme de escola mesmo .
Em 1959 casou-se com 20 anos, com Cisaro ele com 21 ( o seu Ciço)um rapaz recém chegado de Pernambuco (vieram de pau de arara até Andradina SP e de trem até Ithaum MS) atraído pela oferta de terras baratas na região do Panambi (ver memórias de um assentado ,revista arandu, 2008 do mesmo autor deste artigo),com quem teve três filhos nesta época se mudou para a vila São Pedro para dar aula na escola Reunida (batizada de Escola Rui Gomes o mesmo inspetor educacional que aplicou sua prova de admissão) em uma sala de aula com uma turma só o que era tudo muito bom mesmo,já que agora já tinha até merendeira na escola bem mais civilizado,a única dificuldade era que morava 5 quilômetros da escola, ia de bicicleta, de charrete e a pé mesmo,mas não faltava as aulas.
Para chegar a escola tinha que atravessar uma ponte de madeira que, certa vez as tábuas se dependeram e a charrete ficou presa no buraco em cima da ponte,mandei um dos meninos chamar uns paraguaios de um lote próximo para me ajudar, mas não estavam,só as mulheres estavam em casa. Elas vieram de prontidão me ajudar mas, não foi o bastante por sorte tinha um pescador no rio e nos ajudou a tirar a charrete do lugar quase que aconteceu uma tragédia neste dia.
Por varias vezes pediram para ela para ser diretora de escola por manter a disciplina rígida em suas salas de aulas, mas por muitas vezes negou por conta de que tinha um aumento no tempo de serviço para a aposentadoria já que se aposentou em 1983.
Por muitas vezes conferia os canhotos dos diários de sala de aula(mostrei a ela uns dos meus diários de sala,me disse que não mudou muito. O sistema ta arcaico mesmo,passou da hora de digitalizarmos os diários escolar) dos colegas de trabalho pois tinha muita facilidade para fazer esses trabalhos.
Um problema sério era o salário não ganhávamos mau para uma mulher nessa época,mas os constantes atrasos era sempre de oito, nove meses sendo que o pior governo foi o do Wilson Barbosa Martins,seguido pelo Pedro Pedrossian. Mas como morávamos na roça dava para dar um jeito pois comprávamos poucas coisas na cidade.
Nunca gostei muito de fazer greve, pois nunca resolveu o problema dos nossos salários, já que os alunos é que eram os mais prejudicados naquelas ações. Os sindicatos deveriam pensar em outras maneiras de reivindicar os direitos da nossa classe de profissionais. (Fui uma única vez no sindicato, já estava me aposentado e não gostei).
Desde criança queria ser professora e, se tivesse que começar hoje uma nova carreira profissional gostaria de ser novamente professora das series iniciais. ( 26 anos de sala de aula todos lecionando).
Professor.: Dantas