
Vira e mexe nas salas de aula, mesas de bar, conversas de família etc... surge o assunto das cotas: "É justo a cota para as etnias desvavorecidas históricamente?" de um lado os que acham que não, alegando que o problema está muito mais relacionado às desigualdes de condições de ensino básico do que às condições de acesso ao ensino superior, e do outro estão, supostamente, os que defendem as cotas, digo "supostamente" porque é raro encontrar esse tipo de pessoa, até grande parte dos negros são contra a essa política, que no caso específico de nosso país tende muito mais a dividir do que a igualar.
A terra do samba tem como causa das desigualdes sociais muito mais problemas de origem econômica (distribuição de renda) do que étnicas, longe de dizer que o preconceito não existe, claro que existe, mas, como tudo nessa terra: sem profundidade; as pessoas usam expressões as vezes maldosas como "serviço de preto", "tinha que ser..." mas na hora de trabalhar pra um negão ou precisar contratar um pra trabalhar não pensam duas vezes. As estatisticas mostram que pessoas de pele negra estão atualmente mais desfavorecidas economicamente, porém estão não por serem negros em si, mas por serem pobres!! A injustiça histórica está aí: os libertos da escravidão sem condições adequadas de vida fizeram surgir as favelas e guetos, mas hoje qualquer negro com boas condições de ensino, moradia, segurança etc pode se dar tão bem na vida quanto qualquer branco. Prova disso é que após a escravidão o Brasil não teve leis segregacionistas (a não ser umas poucas, com poucos anos de vida e sem aplicabilidade, no primeiro governo de Getulio Vargas) como os EUA.
E além do mais como saber o que é preto e o que é branco num país colorido de doer a vista como o nosso?
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